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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Canção de Ninar

Lembro-me da doce e terna melodia
Que minha mãe cantarolava noite e dia
Dizia que tudo seria melhor
E o problema do mundo nunca ficaria pior

Sim, a singela canção de meu colo
Que ressoava por meus ouvidos desde bebê
Que se ouvia através de um olhar
E se sentia todos os dias em um meigo falar

Pois bem, eis minha maior lembrança
“Meu bebê, tenha esperança
Nunca deixe de ser criança
Amar é sua maior herança.”

Minha eterna canção de ninar
Que até esses dias me alenta
E sempre me faz recordar
Da importância de amar
De brincar...
De ser criança...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Doce Amiga

Oh! Doce amiga estimada,
Antiga companheira fiel.
Sempre presente a todos agrada
Nos guia pela vida, do ventre ao longe céu

Minha doce amiga amada,
Antiga companheira de estrada,
Luz na escuridão, sol nascente
Sim, querida Esperança inocente

Faz-me esquecer o sofrido,
Invade todo o presente,
Finda qualquer tristeza latente.
E o passado? Simples: superado

Alimento da nação, do humano excluído,
Do rico, do pobre, da criança contente
E de todo pequeno ser oprimido
Enfim, Esperança da gente

O Beija-Flor


Linda ave
Por vezes escondida
Por vezes corriqueira
Depende somente das flores
      Que atraem nossa amiga doceira                        .
        E divertem o espectador, criança ou pesquisador                            .
                             Linda pequena ave
                                                                               Que em minha infância roubava toda atenção
                                                           Que me ensinava o valor da natureza
                                                          A beleza esquecida do planeta 
                                                            Sim, um pequeno e belo beija-flor
                                                                Cuja única preocupação é não ser espiado
                                                                Cujo único objetivo é se aproximar da flor
                                                           A flor que o ser humano esquece
                                                      Cada vez mais... Dia após dia...
                                                       Lá está o beija-flor e a flor
                                                    E nós? Reclamando sempre da vida
                                              Esquecemos da beleza da Flor...
                  da beleza do Amor...
                                                          do Beija-flor...




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Utopia


Lembro-me do dia que morri
Suave remédio é a dor
Que age sem consequência medir
Que olha a vida e simplesmente sorri

O veneno em minhas veias corria
A loucura embriagava-me
E trazia a doce ilusão
Que a morte seria minha utopia

Meus pulsos tremiam
Implorando, chorando,
Clamando por sangue
 E pela querida liberdade

E ali dei meu ultimo suspiro
Com a alma gritando calada
Fui enganada
Presa eu não estava a nada

Letras aos Corvos
*Essa poesia será publicada no livro Letras aos Corvos
Visite o site da RHS editora para mais informações

Triste Fuga


Fugir? O que mais desejo
Nesse pequeno mundo de morte viver?
Não, prefiro encarar meu cortejo
Escolho da triste vida correr

Para além do mar fugir
Lugar belo e tranquilo
Repouso de tudo aquilo
Que não pretende existir

Para além do céu voar
Em um dia de nuvens me transformar
Onde pássaros descansam sua jornada
E minha visão vagueia desamparada

Aqui nessa praia secreta
Vento gelado, areia deserta
Entrego minha carne ao mar
Permito a minha alma o prazer de voar

 
Letras aos Corvos
*Essa poesia será publicada no livro Letras aos Corvos
Visite o site da RHS editora para mais informações