sábado, 21 de janeiro de 2012

Antologia Infinitium - Eu: Monstro

Até 15/04
Eu: Monstro


Todos já sabem que monstros existem. O problema é que não queremos admitir. Aliás, há mais deles do que você imagina. Neste exato momento.
No mundo todo.
Muitos estão presos no porão de suas casas ou escondidos no armário. Outros foram abandonados em lugares distantes ou atirados em rios para morrerem rápido. Muitas vezes pelas próprias famílias.
Alguns nascem com alguma mutação genética ou a desenvolve na adolescência, ou é “fruto da imaginação” de alguém. Outros ainda podem ter sido vítimas de experiências fracassadas, não importa!
São crianças (ou não) que foram escondidas pela família (biológica ou adotiva) por medo, vergonha, crenças religiosas… e precisam sobreviver.
Será que eles têm os mesmos sentimentos que os “humanos”? Tentarão fugir para viver em outro lugar ou buscarão vingança? São criaturas frágeis e inocentes ou perigosas? Eles acham normal a condição de vida que lhes foi dada? Têm poderes? São a evolução da humanidade ou uma aberração da natureza?

Não se preocupem, senhoras e senhores… Suas identidades serão preservadas, uma vez que todos acharão que essas são histórias de fantasia.

Antologia Literata - Caçadores de Monstros

Até 15/05
Caçadores de Monstros
Organização: Douglas Eralldo
Prefácio: Georgette Silen
Autor Convidado: Alfer Medeiros

Monstros, eles estão por toda parte, não é mesmo? Escondidos em lagos europeus, ou espalhando o terror em fazendas pelo interior brasileiro, e até mesmo sob a cama de crianças incautas. Não importa onde eles estejam, o fato é que nos aterrorizam, e nos metem medo, ou no mínimo provocam muita confusão.
E para que nosso mundo fique um pouco mais seguro sem eles precisamos de destemidos caçadores (ou caçadoras obviamente), que vão aos confins do mundo com armas em punho, prontos para duelos titânicos e mortais. Mas quem são exatamente esses caçadores? É justamente nessa parte que entra você, escritor. Será sua responsabilidade recrutar os melhores caçadores do planeta [ou fora dele] para exterminar esses monstros, conhecidos, ou anônimos.


Nesta antologia, serão selecionados 18 contos onde os participantes poderão enviar seus trabalhos com textos que apresentem caçadores em busca de monstros, mitológicos ou não, conhecidos ou anônimos, enfim caberá a você escolher cada embate. Para este livro buscamos a polpa da narrativa fantástica, cujas criaturas sejam especiais, boas ou más.
Na avaliação serão observados alguns detalhes, pois a preferência é por trabalhos que se definam mais para a literatura Jovem-adulto, embora não excluiremos trabalhos com teor mais puxado ao horror. Também será considerada a excelência da narrativa, sua fluência, e o gosto peculiar deste leitor por textos rebuscados. Fora estas dicas, estando dentro do proposto, você pode enviar seu texto com total liberdade criativa.

REGULAMENTO

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Antologia Estronho - Paranóia

Até 20/06
Paranóia



APRESENTAÇÃO DA SÉRIE "ACORDES FANTÁSTICOS"
A série Acordes Fantásticos é uma homenagem da Editora Estronho aos clássicos do Heavy Metal. Os volumes são inspirados nos títulos de algumas das músicas que mais marcaram uma geração inteira de roqueiros. Os temas de cada volume não serão necessariamente inspirados nas letras dessas músicas, mas sim em seu título apenas. Cada livro seguirá uma temática própria. E para começar a série, Paranoid, do Black Sabbath, acabou casando direitinho com a ideia do autor Felipe Santos (O Preço da Imortalidade), que nos enviou uma sugestão de antologia justamente quando estávamos começando a escolher quais músicas seriam utilizadas. O próximo volume que terá seu regulamento divulgado em breve será "Natividade Negra". Por enquanto ficamos com "Paranoia".

Proposta de contos
Nesta antologia, o tema central são contos baseados no Centro Psiquiátrico Machado de Lucas, seus corredores, sua história, seus funcionários e seus detentos, vivos ou mortos. Use a sua imaginação para contar histórias dos assassinos seriais com as temáticas suspense, policial, terror, fantástico e sobrenatural tendo a paranoia como seu mestre-guia. Entre em suas mentes doentias e conte-nos sua história, pode ser sangrenta, conspiratória ou apenas psicológica. Você é livre para usar qualquer elemento direto ou indireto que faça alusão a seres fantásticos (demônios, possessões, vozes do além, anjos, fadas, vampiros, lobisomens, lendas nacionais). Não se atenha ao presente, histórias centradas em acontecimentos no passado também serão bem-vindas. Afinal são 250 anos de existência. Está preparado? Mesmo? Então embarque nesta nova antologia e boa escrita!

Inspirada em Paranoid, Black Sabbath

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Antologia Literata - Piratas: Os Senhores das Águas Sombrias

Até 15/04

Piratas Literata


Brutamontes sanguinários ou nobres elegantes? Bandidos violentos ou homens que lutavam por sua liberdade? Bêbados inconseqüentes ou estrategistas brilhantes? Quem eram e como viviam os homens que dominaram os mares de outrora...

O mundo conheceu grandes e cruéis piratas e bucaneiros, cada lenda imortalizada em seu próprio misticismo.  Lendas  contadas pelos sete cantos do mundo. Alguns nomes, o mundo jamais ira esquecer.

Dos mais infames aos mais intrépidos temos: Klaus Störtebeker, Anne Bonny, Pier Gerlofs Donia, Bartholomew Roberts, Charles Vane, Grace O'Malley, Edward "Barba Negra" Teach, Sir Francis Drake, Henry Morgan, John Rackham, Wijerd Jelckama, L'Olonnais, Martin Tromp, Mary Read, Roc Brasileiro, Capitão Kidd, Henry Avery, Edward Low, Thomas Cavendish entre outros grande nomes.

Mas com um diferencial fantástico e sobrenatural. Navegue pelos mares de águas sombrias, no presente passado e futuro em busca de aventuras, riquezas e romances.

E hora de tirar o mapa do tesouro, da sua garrafa perdida chamada imaginação e nos enviar suas historias, aventuras e conquistas. lute conosco e compartilhe seus tesouros com nossa tripulação, marujos!

Mais informações no Site Oficial da Editora Literata e no Blog da Antologia

sábado, 7 de janeiro de 2012

Titulos de Nobreza

Rei

O que mais existem são pessoas que tentam escrever sobre certo lugar ou tema, mas nem se dão o trabalho de fazer uma pesquisa rápida. E com o tema ‘Idade Média’ não é diferente, principalmente quando se trata do uso de pronomes e títulos. Por exemplo: Um servo entra na sala de um imperador e o chama de Vossa Alteza. Isso não poderia acontecer, pois um imperador era tratado como Vossa Majestade durante a Idade Média e como Vossa Majestade Imperial durante a Idade Moderna. Segue uma lista completa:
                                                                           

Idade Média:
Posição - Saudação

Imperador - Vossa Majestade, Dom N
Rei - Vossa Alteza, Dom N
Príncipe - Vossa Alteza, Dom N
Infante (família real) - Dom N
Duque - Vossa Mercê, Senhor Duque de L
Marquês - Vossa Senhoria, Senhor Marquês de L
Conde - Vossa Senhoria, Senhor Conde de L
Senhor - Vossa Senhoria, Senhor de L


Idade Moderna:
Posição - Endereçamento - Saudação

Imperador - Sua Majestade Imperial, Dom N - Vossa Majestade Imperial
Rei - Sua Majestade, Dom N - Vossa Majestade
Príncipe - Sua Alteza Real, Dom N - Vossa Alteza Real
Infante (família real) - Sua Alteza Real, Dom N - Vossa Alteza Real
Duque - Excelentíssimo senhor Duque de L - Vossa Alteza
Marquês - Ilustríssimo senhor Marquês de L - Vossa Senhoria
Conde - Ilustríssimo senhor Conde de L - Vossa Senhoria
Visconde - Ilustríssimo senhor Visconde de L - Vossa Senhoria
Barão - Ilustríssimo senhor Barão de L - Vossa Senhoria
Senhor - Ilustríssimo senhor de L - Vossa Senhoria
Cavaleiro/Dama - Ilustríssimo Senhor N S - Senhor N S
Escudeira - Ilustríssimo Senhor N S - Senhor N S
Nobre - Ilustríssimo Senhor N S - Senhor N S

L = Lugar
N = Nome
N S = Nome e Sobrenome

Como Escrever um Conto

O conto é a porta de entrada mais comum para escritores amadores. Hoje em dia brotam coletâneas de contos em que escritores amadores podem ter sua primeira publicação, mas muitos não sabem como escrever um bom conto.
Clique para ver algumas antologias abertas
Um conto se caracteriza por ser breve, ter poucas personagens, e bastante diálogo.
Enredo: Evite redundâncias e ‘encheção de linguiça’. Um bom conto tem a linguagem clara e objetiva. É preciso que toda a narrativa foque para o desfecho final e seja completa, ou seja, o final é o fim definitivo. Não existem possibilidades alternativas após o desfecho nem vários conflitos simultâneos  no desenrolar da trama. É preciso ser linear e todos os fatos devem sucessivos. Não existem segundas intenções nem mudança de personalidade das personagens. O humor e a veracidade também são de grande importância.
Personagens: No conto cada personagem tem uma única faceta, ou seja, raramente existem crises de existência e mudanças de caráter. As personagens ficam com a personalidade ‘congelada’ durante a narrativa.
Diálogos: Os conflitos e dramas residem na fala das pessoas, nas palavras ditas, não no resto. Sem diálogos não há discórdia, desavença ou ódio. A narrativa e a descrição são colocadas em segundo plano no conto.
Por fim, o conto se diferencia dos romances não apenas pelo tamanho, mas também pela sua estrutura: há poucas personagens, nunca analisadas profundamente; há acontecimentos breves, sem grandes complicações de enredo; e há apenas um clímax, no qual a tensão da história atinge seu auge. O final deve ser surpreendente, enigmático e definitivo.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Antologias Abertas - Estronho

De site de entretenimento (desde 1996), o Estronho e Esquésito foi tomando o rumo da Literatura Fantástica (desde 2004) e tentando fazer a sua parte ao incentivar as escritas de novos autores na seção de contos e poesias sombrias do site. No início de 2010, veio a ideia de montar parcerias com editoras, para o lançamento de livros solo e antologias, usando o nome e a bagagem do Estronho.

E com muitas ideias novas e com muita vontade de agitar a litfan nacional, chegou a Editora Estronho...

As antologias abertas são:

Malditas... as casas tem atmosfera
Editora Estronho

Suburbia
Editora Estronho

E se.. Alcapone fosse mulher?
Editora Estronho

Série Terrir
Editora Estronho


Mais informações no Site Oficial

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Barra de São João

31/12/2011

Acordei cedo. Tinha prometido que iria de manha para a casa do meu pai, mas não foi possível, pois precisava terminar meu conto para a antologia “Brinquedos... eles matam”. Combinei com Andressa (uma amiga que mora comigo) de almoçarmos às 12h. Eu era a encarregada do arroz e do miojo (sim, temos uma alimentação saudável) e ela a encarregada da carne. Pois bem, sei que ela sempre atrasa então as 12:15 soquei o alho e deixei a panela preparada para um arroz rápido e fácil. Só pude ligar o fogo as 14:15, quando ela finalmente chegou em casa com uma nutritiva carne de hambúrguer. Discutimos e consegui sair de casa as 15h. Cheguei em Barra de São João as 17h. O transito estava péssimo e a viagem, de normalmente uma hora, levou o dobro do tempo.
Eu, Rafael, Ramom e Andressa fomos ver a famosa “ponte que caiu” de perto. É essa ponte aqui:
Barra de São João


Barra de São João

Barra de São João
Desculpem, tirei as fotos com a câmera do celular =B

No caminho tive a brilhante ideia de subir em um barco alheio pra tirar foto. Fui pulando de canoa em canoa e gritando histericamente todas as vezes que quase caia na água. Tive sorte de não ter nenhum dono de barco mal humorado me esperando com uma daquelas armas antigas de cano longo.
Barra de São João

Barra de São João

Chegamos ao pé da ponte e encontramos muitos ossos. Pareciam humanos, mas como não sou expert em ossos é mais provável que fossem de cachorro.
Ossos

Ossos
Coluna vertebral?

O momento mais engraçado foi quando Rafael disse alto: ”Nós somos turistas!”. Vários pescadores se entreolharam, mas riram muito quando eu disse: “Turistas!? A gente é de Macaé”
Barra de São João

Barra de São João

Barra de São João

De noite fez frio e choveu, mas insisti em ir pra praia, então fomos. No caminho vimos a casinha do Papai Noel. (A decoração da cidade estava muito original -n)
Papai Noel

Papai Noel

Papai Noel


Joguei água no meu irmão, ele me jogou areia, o All Star de Andressa ficou soterrado de areia e o champanhe que meu pai comprou quase não saiu espuma. O que salvou foi a queima de fogos, que apesar de mixuruca não deixa de ser uma queima de fogos. Voltamos. Acordei tossindo e o cabelo de Andressa acordou mais sinistro do que de costume. O almoço foi ótimo! Comi muito =D Depois voltamos pra Macaé. 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Antologias Abertas - Editora Draco

Editora Draco

A Editora Draco quer fazer conhecido esse imaginário brasileiro, tão nosso e único, mesmo influenciado por obras estrangeiras que chegam através de livros e outros meios.
Queremos publicar autores brasileiros, aliando design, ilustrações e tudo o que for possível para melhorar nossos produtos. Que nossos leitores sejam atraídos pela beleza, mas nunca deixem de se maravilhar com as histórias e personagens que nossos livros trazem.

As antologias abertas da Draco são:


SolarPunk
Editora Draco










Brasil Fantástico
Editora Draco










Imaginários - HQ
Editora Draco





Super-Heroi
Editora Draco












Terra Morta
Editora Draco













Excalibur
Editora Draco













Mais informações no Site Oficial e no Blog Oficial

Como Começar a Escrever

Essa é uma das principais dúvidas de escritores de gaveta, como eu. Mas não é um mistério tão grande. Primeiro e mais importante: É preciso AMAR escrever, ser criativo e saber que nem tudo é como nos cinemas, ou seja, você precisa correr atrás.

Começe com contos, poesias e cronicas, porque são menores e menos complexos. Quem nunca escreveu um conto ou uma cronica dificilmente consegue escrever um romance, que é bem maior. Romances são histórias longas que envolvem vários personagens como: Harry Potter, Narnia, O Morro dos Ventos Uivantes... dentre outros.

Depois procure a opnião de professores ou de alguém que entenda de textos e coesão textual. Se estiver ruim? Mude! Mude o quanto tiver que mudar até ficar satisfeito. Um texto não fica pronto de primeira, o autor precisa ler quantas vezes for necessário.

Quando tiver um texto pronto procure editoras. Essa é a parte mais difícil, mas se você tiver um bom texto é bem mais fácil. Aqui no blog você encontra algumas editoras que publicam antologias. (Antologias são livros com textos de vários autores, geralmente contos e poesias). Se você tiver escrito um romance, vai precisar de editoras que aceitem novos autores para livros solo.

Ultima dica: Leia MUITO! Leia clássicos e depois de ler todos os classicos leia modinhas. Leia letreiros, revistas de fofoca, jornais, gibis etc. E não desista!

Boa sorte!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Canção de Ninar

Lembro-me da doce e terna melodia
Que minha mãe cantarolava noite e dia
Dizia que tudo seria melhor
E o problema do mundo nunca ficaria pior

Sim, a singela canção de meu colo
Que ressoava por meus ouvidos desde bebê
Que se ouvia através de um olhar
E se sentia todos os dias em um meigo falar

Pois bem, eis minha maior lembrança
“Meu bebê, tenha esperança
Nunca deixe de ser criança
Amar é sua maior herança.”

Minha eterna canção de ninar
Que até esses dias me alenta
E sempre me faz recordar
Da importância de amar
De brincar...
De ser criança...

Antologias Abertas - Editora Literata

Editora Literata

A editora Literata também tem algumas antologias abertas:


ANGELUS
Angelus: Histórias de Anjos


















VERSOS VAMPÍRICOS
Antologia Versos Vampiricos
















SOMBIAS ESCRITURAS
Antologia Sr. Arcano

















Mais informações no Site Oficial

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Antologias Abertas - Andross Editora

Andross Editora

Em agosto de 2004, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço no mercado editorial aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, mas cresceu e se mantém no mercado graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias

A Andross também é uma das editoras que mais publicam autores iniciantes. Com temas diversificados e vasto catalogo agrada todos os gêneros de leitores e escritores. Atualmente estão abertas seleções para as antologias:


DIMENSÕES.BR - VOLUME II













DIAS CONTADOS - VOLUME III
Antologia Dias Contados













CAMINHOS DO MEDO - VOLUME II
Antologia Caminhos do Medo














JOGOS CRIMINAIS - VOLUME III
Antologia Jogos Criminais













ENTRELINHAS - VOLUME II
Antologia Entre Linhas













MOEDAS PARA O BARQUEIRO - VOLUME III
Antologias Moedas para o Barqueiro













HISTÓRIAS ENVENENADAS - VOLUME II
Antologia Historias Envenenadas














PONTO REVERSO
Antologia Ponto Reverso













PRÓXIMA ESTAÇÃO - VOLUME II
Antologia Proxima Estação













Mais informações no Site Oficial

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Fantasma

Apenas mais um dia de trabalho no escritório quando Ronaldo ouviu mais um grito de seu chefe percorrer o corredor:
— Ronaldo! Aqui agora!
— Sim chefe! — respondeu resmungando consigo mesmo e foi de cabeça baixa para a sala de onde o grito saiu.
— Mais uma vez você está com a papelada atrasada; mais uma vez você não teve nenhuma idéia para o novo projeto e mais uma vez eu tenho que chamar sua atenção.
— Desculpe chefe, estou um pouco desanimado.
— Desanimado de novo? O que você quer? Que eu aumente seu salário mais uma vez?! Se eu ameaçar te demitir... Será que isso te anima? Preciso de resultados!
— Desculpe chefe... — falou voltando para sua mesa ainda sem levantar a cabeça.
Todos o olhavam e riam daquele que já havia sido o melhor funcionário da empresa, mas que agora não passava de uma grande piada.
Em desses dias frustrantes e deprimentes enquanto voltava pra casa foi parado por uma cigana de vestido longo amarelo, muitos dentes de ouro e mais anéis do que dedos nas mãos.
— Olá, querido. Posso ajudar?
— Se você tiver alguma coisa que possa me ajudar a... sumir... desaparecer.. quando for preciso eu agradeço.
— Hum... muito complicado isso. Mas conheço alguém que pode ajudar: Madame Cristal. Aqui está o endereço querido. — disse a mulher entregando um cartão preto com bola de cristal, anéis, poções e muitas outras coisas obscuras desenhadas.
— Mas onde está o endereço? — perguntou tarde demais, a cigana já havia desaparecido. Jogou o cartão no bolso da calça e continuou seu percurso até se aproximar de um beco escuro, o qual nunca havia reparado. O cartão pulou de seu bolso e saiu flutuando até uma velha barraca. “Madame Cristal”, dizia a placa na porta.
Entrou e se deparou com uma figura bizarra e assustadora. Uma mulher que parecia ter duzentos anos com um turbante preto na cabeça e batom vermelho sangue nos enrugados lábios olhava por uma bola de cristal.
— Sabia que viria jovenzinho, sente-se. — falou erguendo a mão e fazendo uma cadeira aparecer do outro lado da pequena mesa redonda. — Você quer poder sumir não? Tem certeza?
— Toda certeza. Quero poder desaparecer quando quiser e reaparecer de volta conforme a minha vontade.
— Ah... veio ao lugar certo. Eu tenho isso. — disse levantando-se para pegar um pequeno frasco branco de liquido transparente. — É uma poção de invisibilidade.
— Eu quero. Diga, quanto custa?
— Apenas quinhentos mil reais.
— O que? Não tenho esse dinheiro!
— É um preço justo, e muito barato. A poção do amor está um milhão de reais, caso tenha interesse.
Ronaldo saiu da barraca pensando em como seria poder ficar invisível nas horas em que virasse piada, que seu chefe gritasse seu nome, sua filha dissesse novamente que era o culpado pela doença mental da esposa, quando esta tivesse mais um de seus surtos de psicose e começasse a lhe tacar vasos ou em qualquer outra situação desconfortável.
O homem vendeu o carro, a moto, pegou todas as suas economias no banco e no sufoco conseguiu cem mil reais. Como única solução encontrada procurou nada menos do que oito agiotas e pediu cinquenta mil a cada um dando o apartamento como garantia, pois era o único bem que lhe restava. Passaram-se duas semanas e Ronaldo já tinha seus quinhentos mil reais. Pegou o dinheiro e foi à procura de Madame Cristal.
Lá estava o vidrinho mágico, em suas mãos. Tudo o que teria que fazer era abrir e tomar, e assim fez. Saiu pela rua totalmente imperceptível, sentia-se ótimo sem a rotineira sensação de que estava sendo avaliado negativamente por todos.
Assim que chegou em casa avistou a esposa, preferiu não comunicar a chegada e foi logo deitar-se. Caiu cedo em um profundo sono, coisa que há muito tempo não fazia, e começou a sonhar com dinheiro, sucesso, fama, e outras coisas que todo ser humano sonha de vez em quando.
Quase de madrugada despertou com sua mulher chorosa sentando em sua barriga.
— Ah! Meu deus! Uma assombração, fantasma, coisa ruim na minha cama! Sai daqui satanás!
— Calma Sueli sou eu... espere, vou aparecer. — disse fechando os olhos e ganhando cores de pouco em pouco. — Não é incrível? Agora tenho o poder de ficar invisível! É inacreditável, não?
A mulher nada respondeu, apenas saiu caminhando do quarto. Apareceu novamente um minuto depois com uma vassoura empunhada raivosamente.
— Saia daqui! Você não é o Ronaldo. Eu não o vi chegando. Estou há duas horas em frente à porta aguardando. Agora saia assombração! — gritou espancando o homem a vassouradas. Ele tratou de ficar invisível o mais rápido possível e correu trancando-se no banheiro do quarto.
Sueli acalmou os nervos e muito tempo depois conseguiu dormir. Quanto a Ronaldo? Ficou lá mesmo... tentando adormecer sentado na tampa do vaso depois de seu primeiro Grande Dia.
Na manha seguinte não foi para o trabalho; preferiu ficar vagando pela cidade enquanto decidia o que fazer da nova vida. Definitivamente não queria continuar naquele emprego esgotante. Queria mandar e desmandar, chegar a hora que quisesse, sair quando bem entendesse... Agora? Ronaldo queria ser o manda-chuva do pedaço e nada menos do que isso.
Ele andou de empresa em empresa, loja em loja a procura de algo que parecesse fácil e sem-necessidade-de-esforço, mas tudo que encontrou foram funcionários ralando com a esperança de que um dia alcançariam o sem-necessidade-de-esforço. Vários dias e várias andanças depois, decidiu voltar e se desculpar com a chefia pelas faltas. Não tinha dúvida que o Sr. Palmeira levaria em conta o bom funcionário que já havia sido e o deixaria voltar.
— O que Ronaldo? Você pretende voltar? Achei que estava justamente ‘pedindo’ para ser demitido! Você é um funcionário que só reclama, não produz nada sem incentivo salarial, acha que é superior aos outros e não precisa se esforçar para crescer... Dois anos atrás quando você chegou era outra pessoa! Corria atrás das coisas, ficava até o escritório fechar, se preocupava com as metas da empresa. Você foi crescendo. Estava a ponto de quase ser promovido quando começou a desleixar e se achar superior aos outros de mesmo cargo. Olha aqui, não quero que você volte... — nesse momento parou de falar e ficou observando Ronaldo lentamente ficar invisível e sair pela porta. Segundos depois as mesas e cadeiras do escritório estavam jogadas pelo chão, papeis voavam como redemoinhos pelos corredores e pessoas gritavam correndo desesperadas.
— Saia logo daqui Ronaldo! Antes que eu chame a polícia! Saia! — gritou o Sr. Palmeira quase explodindo a cara vermelha de raiva, pegou o extintor de incêndio e depressa correu para dar cor ao fantasma.
Ronaldo já não estava mais invisível e todos, sem exceção começaram a atirar objetos no homem. Arremessavam cadeira, lixeira e qualquer outra coisa que tivessem às mãos. Por pouco não foi atingido pela única faca do escritório, que ele mesmo usou várias vezes quando queria passar geléia nas torradas que tanto adorava.
Saiu de pressa do prédio todo ferido e mancando, com todas as pessoas olhando para sua silhueta coberta de espuma. Um homem o reconheceu, pegou em seu pescoço e o jogou em uma ruela.
— Meu chefe está na sua cola. Se não pagar os cinquenta mil daqui a duas semanas, já sabe... Nós não perdoamos.
Foi nesse momento que se lembrou da dívida e caiu em choro, não é possível descrever o quanto de arrependeu do que fez e desejou mais que tudo poder voltar atrás. Então, correu para a casa e pediu para sua mulher fugir. Explicou toda a encrenca a qual se metera e ficou invisível para provar o que falava, mas a mulher achou que estava mais louca que nunca... horas depois se jogou pela janela do apartamento e morreu.
O enterro foi no dia seguinte, mas Ronaldo decidiu não ir e ficou deitado em sua cama, desiludido, invisível e em letargia eterna. Levantava, comia, dormia e nada mais que isso. Acordou somente duas semanas depois com quase vinte homens arrombando a porta de sua casa. Era o dia de pagar a dívida aos oito agiotas, o problema é que o apartamento foi à garantia dada a todos eles pelo empréstimo que havia feito sem antes pensar em como iria pagar.
Pulou da cama e ficou escondido em baixo do sofá. Os homens começaram a revirar a casa praguejando tudo quanto é nome.
— Esse tal de Ronaldo enganou todos nós, não vamos entrar em guerra por causa dele. Vamos queimar esse apartamento e colocar todo o nosso pessoal na pista desse sujeito. Se ele aparecer, agente faz sumir. Duvido que consiga fugir de todos os nossos capangas.
E assim espalharam gasolina pela casa e acenderam um fósforo. Logo tudo estava queimando: as cortinas, os móveis, os eletrodomésticos, as recordações da família... tudo estava indo embora.
Ronaldo correu para fora já quase sem conseguir respirar e ficou observando. Os bombeiros já haviam sido chamados e tentavam conter as grandes labaredas que saiam pelas janelas. Pela tarde o fogo já estava controlado e havia inúmeros técnicos e policiais ao redor do prédio quando Ronaldo resolveu procurar Madame Cristal para remediar a situação.
— Não devolvo o dinheiro, e não o obriguei a nada... Meu jovem, todo ser humano tem milhões de oportunidades e caminhos a seguir, mas cabe a cada um fazer a sua escolha... Isso foi o que você escolheu, não eu.
Depois disso Ronaldo nunca mais se tornou visível, e viveu o resto de seus dias vagando pelo mundo coberto de medo, arrependimento e vergonha.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Introdução - A Princesa Mística

— Introdução —
Cap. 1

Mais um final de ano letivo estava chegando e mês de Junho levava para o Canadá um ar leve de brisa do verão — isso quer dizer noites menos frias, menos neve e gelo. — Samantha, ou Sam, como suas amigas do colégio a chamavam, estava muito ansiosa. Esse verão seria diferente de todos e ela mal podia esperar pela viagem que prometia mudar sua vida pra sempre. Seu coração pulsava mais forte, seus olhos brilhavam cada vez mais e sua respiração ficava mais apertada. Agora tudo seria diferente.
Sam sabia que morava no Colégio La Rosa, mas para todos os efeitos, morava em uma mansão antiga de telhado marrom e parede azul, na Rua John Luiz nº14, em um bairro nobre um pouco afastado do centro de uma pequena cidade no interior do Canadá.
A menina tinha olhos incrivelmente azuis e iluminados, que pereciam dois astros do céu, e estes contrastavam com o cabelo mais negro e liso que se podia imaginar. Quando sorria, o que era um pouco raro de acontecer, transmitia alegria e paz as pessoas a sua volta. Sempre foi uma incrível menina, doce e meiga, que apesar de ter um gênio forte e ser um tanto negligente as regras, nunca foi nenhum tipo de monstro. É uma garota que tem medos e dúvidas, como todas as outras, porém, Sam não tem ideia do que a espera em sua nova vida. 
Alguns meses atrás, em Abril, recebeu uma correspondência de seu pai, junto com um ursinho de pelúcia marrom que vestia uma gravatinha vermelha — chamou-o de Teddy.

“Querida Samantha,
Infelizmente terei que mandá-la para morar com seu tio Richard. O colégio me informou sobre suas tentativas de fuga nos últimos meses e demasiado relaxamento quanto aos deveres. Sei que se sente sozinha às vezes, mas saiba que eu e sua mãe sempre estaremos com você. No início de junho, nas férias, vou buscá-la e levá-la ao aeroporto. E meu atual motorista, vai lhe acompanhar na viagem até o Inglaterra. Não poderei levá-la pessoalmente, pois estarei trabalhando. Não se esqueça de que sua mãe também lhe manda lembranças do céu.

Um abraço do seu pai,
Henrique Couternew”

Não existia nenhuma recordação de sua mãe em meio a suas poucas lembranças, era apenas um bebe quando a perdeu. Seu pai entrou em profunda depressão, mas conseguiu superá-la após algum tempo. Então, Sam passou a maior parte de sua infância na creche, vendo seu pai somente nos finais de semana, até os seus sete anos. Aos oito, mudou-se para um colégio interno, o La Rosa. Quase não ficava com seu pai. Via-o somente uma vez em meses. Ele estava aparentemente sem tempo para a filha por causa dos negócios. Contentava-se com tudo até os seus quatorze anos quando tentou duas vezes, sem sucesso, fugir da escola. Seu pai, em uma das poucas atitudes sábias que se tinha notícia, decidiu que seria melhor tira-la da escola. Viu que Sam estava crescendo e precisava de mais do que educação. Precisava de uma família.
Esses são seus últimos dias no colégio La Rosa, o que não seria nada mal se ela não tivesse que se despedir de sua melhor amiga: Lílian. Agora ela está prestes a sair do país e ir morar ao norte da Inglaterra com o irmão de seu Pai, chamado Richard Couternew.

Doce Amiga

Oh! Doce amiga estimada,
Antiga companheira fiel.
Sempre presente a todos agrada
Nos guia pela vida, do ventre ao longe céu

Minha doce amiga amada,
Antiga companheira de estrada,
Luz na escuridão, sol nascente
Sim, querida Esperança inocente

Faz-me esquecer o sofrido,
Invade todo o presente,
Finda qualquer tristeza latente.
E o passado? Simples: superado

Alimento da nação, do humano excluído,
Do rico, do pobre, da criança contente
E de todo pequeno ser oprimido
Enfim, Esperança da gente

O Beija-Flor


Linda ave
Por vezes escondida
Por vezes corriqueira
Depende somente das flores
      Que atraem nossa amiga doceira                        .
        E divertem o espectador, criança ou pesquisador                            .
                             Linda pequena ave
                                                                               Que em minha infância roubava toda atenção
                                                           Que me ensinava o valor da natureza
                                                          A beleza esquecida do planeta 
                                                            Sim, um pequeno e belo beija-flor
                                                                Cuja única preocupação é não ser espiado
                                                                Cujo único objetivo é se aproximar da flor
                                                           A flor que o ser humano esquece
                                                      Cada vez mais... Dia após dia...
                                                       Lá está o beija-flor e a flor
                                                    E nós? Reclamando sempre da vida
                                              Esquecemos da beleza da Flor...
                  da beleza do Amor...
                                                          do Beija-flor...